quinta-feira, 19 de julho de 2012

Palhaços e doçura na guerra

                                                                                                                                                               Junior Viegas/25° Inverno Cultural
A delicadeza de homenagear a figura do palhaço e de poetizar a guerra e o holocausto

 Walquíria Domingues


Mais uma vez o Teatro Municipal lotou. Haviam até mesmo pessoas assistindo o espetáculo de pé. A peça “Holoclownsto”, da Troupp pas d'argent (Rio de Janeiro), de direção de Marcela Rodrigues, com um humor muito delicado, narrou hoje, às 21h, a história de seis clowns (palhaços) prisioneiros que se conhecem em plena guerra no último vagão de um trem rumo ao desconhecido. A trupe, formada por Carolina Garcês, Lilian Meireles, Marcela Rodrigues, Natalíe Rodrigues e Orlando Caldeira, provocou muitas risadas com a doçura e a inocência com que transformaram o horror da guerra, no 25° Inverno Cultural da UFSJ. Com a ideia de abordar o universo das guerras de forma poética, pelo olhar do palhaço, revelando conflitos externos e internos que mobilizam os seres humanos, a Troupp pas d’argent leva seis palhaços ao palco para encenar a tragicomédia ambientada no Holocausto.

Na trama, os artistas prisioneiros se conhecem no vagão de um trem com destino desconhecido, e lutam por comida e contra o frio, transformando de certa forma o espaço em um campo de batalha. Mas entre os conflitos, as brincadeiras tolas, e as palhaçadas que nos tornam crianças novamente preencheu de alegria a noite de mais de 450 pessoas. Com figurino e cenografia simples, porém impecáveis, o espetáculo transportou todos para um vagão/câmara de gás, onde, com expressões faciais e técnicas do teatro gestual e da arte circense, os artistas discutiram dramas humanos, homenageando a lúdica figura do circo, o palhaço.
                                                                                                                                                                      Junior Viegas/25° Inverno Cultural
A trupe aproveitou a oportunidade para conhecer a Maria Fumaça de SJDR, onde tiraram fotos que ilustram várias cenas do espetáculo

A trupe
Troupp Pas d’Argent é uma jovem e premiada companhia teatral do Rio de Janeiro, formada em 2005. Seus componentes - formados em diferentes ramificações da Arte, como o teatro, o circo, o cinema, a música e a literatura, têm, como foco principal, a qualidade artística e a pesquisa de linguagem, buscando fomentar a cultura brasileira e criar um espaço de difusão e intercâmbio artístico e cultural.

A companhia já se apresentou em outros Estados brasileiros, como Ceará, São Paulo, Minas Gerais e Curitiba, e já ganharam mais de 50 prêmios. Também já se apresentaram no Chile e também na Itália, tendo recebido na cidade de Nápoles, pelas mãos da Secretaria de Napolitana di Cultura e da Nuova Accademia di Belle Arti Milano, o Prêmio Europeu Compasso Di Argento – Napoli 2010 de Melhor Espetáculo.

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