quinta-feira, 15 de março de 2012

Tiago Santana e os seus sertões

 Foto: Mariana Ferreira
Tiago Santana e sua fotografia do "Chão de Graciliano", trabalho em que retrata sua terra natal

Violeta Cunha

A sensibilidade do olhar de Tiago Santana faz transbordar emoção em seu trabalho. Na palestra desta quinta-feira, no “Foto em Pauta”, evento que reúne fotógrafos e profissionais do ramo em Tiradentes durante os dias 14 e 18 de marco, Tiago apresentou parte de sua produção e falou um pouco sobre o processo de elaboração dos seus trabalhos “Chão de Graciliano” e “Benditos”, que retrata sua terra natal, Juazeiro do Norte (CE), as características do local, sua intensidade e religiosidade.
                                                               Foto: André N. P. Azevedo                                       
Exposição de Tiago Santana no Foto em Pauta
Mediada por Rosely Nakagawa, renomada curadora e editora de imagens, a palestra tratou também do que possibilita ao fotógrafo o encontro consigo, com o lugar e com o outro. Segundo Tiago, foi por conta do mistério da visualidade do nordeste e especificamente em Juazeiro, que o estimulou a entrar no mundo da fotografia. A partir daí ele descobriu que já existia um movimento no Brasil que estuda e discute esta prática, tendo como integrante o própria Rosely Nakagawa.

Em 2007, o fotógrafo cearence teve o lançamento de um livro com suas fotos na coleção francesa Photo Poche. Tiago é o segundo brasileiro com uma publicação nesta coleção. além dele, apenas recebeu este mesmo prestígio o renomado fotógrafo Sebastião Salgado. 
                                                                                                                                                                                  Foto: André N. P. Azevedo 
Rosely Nakagawa e Santana durante o Ciclo de Ideias
A publicação de livros de fotografia também foi tema da palestra. Tiago lamenta que os profissionais brasileiros não tenham o devido reconhecimento sobre isto. “Existe um número muito grande de fotógrafos brasileiros que mereciam ter um livro e não tem”, comentou.

Durante a rodada de perguntas feitas pelo público, foi levantada a questão sobre “quando reconhecer-me como fotógrafo profissional? Rosely Nakagawa alerta: “Não é por que 90 pessoas curtiram instantaneamente minha foto, que exista aí qualidade”, disse.


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