sábado, 17 de março de 2012

Palestra discute a fotografia feita com celular

Carol Argamim Gouvêa e Walquíria Domingues

                                           Fotos: Íris Marinelli
Cláudio Edinger e seu iPhone

“Antes era uma carroça. Já o iPhone é um foguete”, brinca Claudio Edinger sobre a fotografia com celular. Edinger deu uma declaração polêmica no Foto em Pauta do ano passado, ao afirmar que, quando fosse lançado o iPhone 10, as câmeras digitais iam acabar. Nesse ano, o festival abordou a temática no Encontro Uaiphone “É possível fazer telefonemas com essa câmera?”, que contou com a participação de Edginger, Clício e Toni Pires.

O Encontro, que aconteceu hoje no Centro Cultural Yves Alves, discutiu de forma aprofundada os impactos e novos caminhos da “iPhoneography”, baseando-se principalmente nas idéias do projeto Uai Phone, que completou um
O Fotógrafo Toni Pires
ano em janeiro de 2012. O projeto, que já conta com 30 fotógrafos espalhados em 4 países, busca trazer a idéia de que a boa fotografia pode ser feita com qualquer equipamento, desde que exista o olhar apurado e sensível.


Segundo Toni Pires, o celular é mais prático e discreto,permitindo maior aproximação com o público. “Como repórter fotográfico eu sinto que eu incomodo menos”, brinca. Já para Clício, a maior vantagem do iPhone é a possibilidade de enviar instantaneamente as fotos do celular para uma rede social, como o Instagram ou até mesmo o Facebook. Isso cria uma interação muito maior entre fotógrafo e público, assim como permite que pessoas comuns passem a compartilhar suas próprias fotos.

A partir daí, as pessoas começaram a exibir muito mais fotos, o que, aos olhos de alguns fotógrafos, banalizou a atividade. “Essa enxurrada de fotos foi ruim para o fotógrafo publicitário, mas é uma função educativa, benéfica para a fotografia. É uma posição egoísta dos profissionais que criticam as fotos de iPhone”, explica Clício.
Clício Barroso


A opinião é compartilhada por Edinger, que acredita que as pessoas estão ficando mais letradas em imagens, entendendo melhor a linguagem fotográfica. Mas isso, segundo ele, não significa que todos se tornarão fotógrafos profissionais. “Você ter lápis e papel não significa que você vai escrever um romance maravilhoso. É preciso ter uma visão fotográfica”, diz.

Apesar de os três fotógrafos defenderem o iPhone, eles explicam que tudo depende da situação e do objetivo. “O aparelho tem suas limitações. Você tem que ter um propósito para escolher o equipamento certo para cada situação”, afirma Toni Pires. “Cada equipamento enxerga de um jeito e o iPhone é um deles”, acredita Edinger. Clício exemplifica as utilidades do celular ao dizer que “não dá, por exemplo, para usar grandes equipamentos dentro de um metrô”.




5 comentários:

  1. Adorei a matéria, faço parte do mundo da fotografia pelo Iphone e Instagram e aprendo muito por lá.

    ótima matéria.

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  2. sé tem lightroom e photoshoop qualquer camera serve não importa se é celular ou uma powershot. ou uma dslr de entrada ou uma semi profissional ou uma profissional . estes programas fazem tudo para deixar as fotos lindas ..ta certo que as fotos não serão natural mais . quem se impotar.. esse tal de clicio borroso nem deveria dando palestra porque ele e 100% lightroom e photoshop então para ele nem vai fazer diferença celular ou camera...

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  3. Clício exemplifica as utilidades do celular ao dizer que “não dá, por exemplo, para usar grandes equipamentos dentro de um metrô”. como assim hoje fotografei um ensaio de uma noiva dentro do metro de são paulo com todas as parafernalha que um fotografo precisa ai vem esse tal de clicio falar que não da para fotografar dentro do metro esse cara não manja de nada o negocio dele o lightroom e o photoshop..pena que a noiva não deu autorização para eu mandar para voces ,,...

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