sábado, 17 de março de 2012

Guerra na Líbia é tema da exposição de Maurício Lima

André N. P. Azevedo
Fotos: André N. P. Azevedo
O premiado fotógrafo Maurício Lima 
Vale conferir a exposição "Libya Hurra" do premiado fotógrafo Maurício Lima, sobre os conflitos na Líbia. As fotografias que fazem parte do festival Foto em Pauta podem ser visitadas no  Marcenaria Tiradentes  (R. dos Inconfidentes, 233), em Tiradentes, retratam a dor e a destruição dos conflitos da chamada “primavera árabe”.

Em seus 12 anos de carreira, Lima, que é natural de São Paulo, concentrou seu trabalho nas questões sociais e internacionais, principalmente as que envolvem conflitos de guerras e suas consequências. Seu trabalho já foi publicado em veículos estrangeiros, como na Newsweek, no Le Monde, na Der Spiegel, no The New York Times, na Magazine e TIME, agência da qual Eduardo Lima foi considerado o fotógrafo de notícias do ano, em 2010, pelo ensaio “Afeganistão Apocalíptico”.


Segundo Lima, fotografar os conflitos na Líbia não estava em seus planos. “Eu estava no Afeganistão, mas queria descobrir o que realmente estava acontecendo naquele país que culminou na morte de três colegas fotógrafos”. Maurício Lima presenciou 14 dias de guerra civíl, que acabou com a morte do ditador Khadaffi e permaneceu por mais 40 dias pós-guerra. Ele conta que diferente do Afeganistão, o povo líbio conseguiu se restabelecer rapidamente. "Acho que por o país ser rico, ter o petróleo como fonte de renda, eles conseguiram voltar a uma certa normalidade em um curto espaço de tempo".


Sobre o processo de fotografar em regiões de conflito, Lima conta que a forma de aproximação é um dos pontos mais importantes para conseguir realizar um trabalho bem feito.  "Os rebeldes costumam pedir para você tirar fotos posadas e somente após isso você é liberado para retratar o conflito em si", explica.


"Libya Hurra" em exposição no Foto em Pauta
O principal motivo de fotografar regiões de conflito não é a exploração da violência e muito menos um artifício pessoal para experiência. "É simplesmente tentar mostrar para as pessoas um lado mais humano de uma situação em que os as pessoas se matam em por um ideal", diz Maurício Lima, que pretende voltar ainda esse ano ao país para registrar a transição entre o pós-guerra e a reconstrução do país.


Questionado se não temia pela vida ao trabalhar em situações-limite, Maurício Lima explica que sua integridade física depende do seu medo.  "O medo estabelece o limite em que você se expõe pra fazer uma imagem".







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