domingo, 18 de março de 2012

Cláudia Jaguaribe une o novo e o velho para criar fotografias

CAROL ARGAMIM GOUVÊA
Foto: Carol Argamim Gouvêa
Cláudia Jaguaribe
“Toda pessoa que fotografa carrega com ela não só um imaginário, mas um arquivo fotográfico”, afirma Cláudia Jaguaribe no Ciclo de Ideias O que está nas gavetas? O retorno do olhar a produções guardadas e seus desdobramentos. O encontro aconteceu na tarde de ontem no Foto em Pauta e discutiu como nossos materiais antigos podem influenciar nossa fotografia atual. 

Cláudia talvez seja uma das pessoas mais indicadas a falar sobre o assunto. A fotógrafa, que já foi artista plástica, sabe bem mesclar trabalhos novos com antigos, reutilizar fotos, criar fotografias através de experiências. 

E falando em criar, ela realmente “cria” fotografias: corta e recorta as fotos, dispõe imagens de formas diferentes, usa de arte gráfica e efeitos para que nasça algo inteiramente novo e original. “Eu tenho muito claro na minha cabeça que tem muita imagem no mundo. Eu não quero fazer só mais uma foto. Eu quero identidade. E eu não me importo se para isso tenha que ter artificialidade”, explica.

Projeto Olho da Rua 
Um exemplo de como Cláudia utilizou seus arquivos para criar algo original pode ser visto em seu trabalho Olho da Rua. Ela fotografou inúmeras guaritas em São Paulo, na expectativa de fazer um ensaio sobre a vigilância na cidade. Entretanto, acabou descobrindo que outro fotógrafo fazia uma exposição com algo parecido e arquivou o material. Tempos depois, Cláudia teve uma nova idéia e voltou às fotos antigas, dispondo-as em um enorme quadro negro e criando um mapa de São Paulo feito de guaritas.

A fotografa explica, entretanto, que na maioria das vezes só volta aos arquivos depois de começar um trabalho novo, para só então ver se algo antigo pode ser utilizado. “Eu começo algo novo e depois volto no arquivo. Eu preciso sempre de uma motivação, uma coisa nova”, diz Cláudia.

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