quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Corpo Mudo



André N. P. Azevedo

Desenvolvida por um coletivo de seis alunos do curso de Comunicação Social da UFSJ, a exposição fotográfica "O corpo mudo" foi exibida de forma itinerante durante o 24º Inverno Cultural da UFSJ. A exposição que conta com diversos olhares sobre o corpo estará em exibição no Observatório da Cultura.


A estudante de jornalismo e idealizadora da exposição, Ruzza Lage, 23, conta nesta entrevista os detalhes da construção da exposição.

Observatório da Cultura: Como surgiu a ideia da exposição?
Ruzza Lage: A exposição surgiu da ideia de reproduzir através de fotografias os diversos significados representados pelo corpo. O trabalho foi desenvolvido por um coletivo de seis alunos do curso de Comunicação Social da UFSJ e levou ao público o que havia sido proposto: a produção de vários olhares sobre o tema. 

OC: Quanto tempo levou a construção da exposição?
RL: A construção da exposição como um todo durou aproximadamente quatro meses. Cada aluno envolvido produziu individualmente suas fotos que foram editadas e apresentadas ao coletivo para que esse fizesse o trabalho de seleção. Já com as fotografias editadas e selecionadas, a equipe se dedicou à montagem do vídeo que foi apresentado no Inverno Cultural. 

OC: Por que o nome "O corpo mudo"?
RL: O corpo fala por si só. Assim como a fotografia o faz. Enquadrar e emudecer diversas manifestações corporais foi a proposta da exposição que por isso levou o nome de O Corpo Mudo. 

OC: Como foi a recepção do público no 24º Inverno Cultural?
RL: A exposição contemplou quatro bairros afastados do Centro de São João del-Rei, a saber: Colônia do Marçal, Matosinhos, Senhor dos Montes e Tejuco. A pulverização do evento para que essas comunidades mais isoladas possam participar também da programação é muito importante e eu acho que a exposição contribuiu muito para o início dessa mobilização que deve se tornar ainda maior nos próximos anos.    O que falta agora é um trabalho mais eficaz  de divulgação nos próprios bairros.
É necessário criar uma aproximação mais significativa com os moradores, visto que muitos não conhecem ou pelo menos não participam ainda do evento. A recepção do público poderia ter sido melhor devido aos fatores citados acima, mas pude perceber interesse em todos os bairros, divergindo apenas o número de pessoas entre eles.



O Corpo Mudo from Andre N. P. Azevedo on Vimeo.

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